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Sandra Ebener
Coordenadora Geral
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Tem muita magrinha que não pega nem a metade!!!! |
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Para quem já encarou a morte de perto algumas vezes, a vida deve ter um colorido ainda mais forte. É o caso de Claudia Jimenez, 51 anos. Em 1986 a atriz foi diagnosticada com câncer no mediastino (região do tórax) e os médicos calcularam que ela teria apenas um mês de vida. Porém, após a cirurgia e o tratamento químico, Claudia se curou. Em 1999 um enfarte a levou de volta à mesa de cirurgia. Foram cinco pontes de safena. Depois de recuperar a saúde, a humorista passou a viver com mais intensidade. Nos últimos tempos ganhou destaque na imprensa por ficar/namorar com homens mais jovens (na galeria acima ela é vista com galãs, modelos e beijando a ex-parceira de dez anos, Stella Torreão). Para entender como é a relação da atriz com a obesidade e a maneira que ela encontrou para driblar o preconceito contra a mulher gorda, resgatamos uma entrevista publicada na edição de agosto de 2001 da revista Marie Claire. Acompanhe alguns trechos:
Marie Claire: A obesidade atrapalhou a sua adolescência?
Claudia Jimenez: Minha adolescência foi triste porque eu era rejeitada pelos meninos. Nenhum menino queria me namorar. Nas quadrilhas juninas ninguém queria ser meu par. Era muito sofrimento. Mas, com a minha criatividade, eu era a melhor amiga dos rapazes, armava os namoros deles com as minhas amigas bonitas. Sou agregadora, até hoje. Por isso era a primeira a ser convidada para as festas. Não tinha a bundinha arrebitada, mas sabia me fazer imprescindível.
Marie Claire: Como você se defendia da rejeição dos meninos?
Claudia Jimenez: Comendo. Eu mamava uma latinha de leite condensado em dez minutos. Minha mãe comprava umas latinhas para fazer um pudim quando chegasse visita. Não dava tempo. Ela escondia as latinhas na máquina de lavar, mas eu achava.
Marie Claire: Eles não se apaixonavam por você, mas você devia se apaixonar por eles.
Claudia Jimenez: Claro. Nesse ponto, a fantasia me ajudava. Às vezes eu encanava que tal menino era meu namorado. E escrevia cartas que nunca entregava, colecionava papel do bombom que ele comia e jogava fora. O primeiro por quem me apaixonei se chamava Celinho. Hoje ele é sociólogo e meu amigo ainda. Ele não me dava bola, mas foi quem me ensinou a me masturbar. Me explicou que a gente podia sentir uma coisa gostosa mexendo no clitóris. Eu tinha uns 10 anos, e o safado me ensinou. E eu testei, para poder contar para ele.
Marie Claire: Quando a vida amorosa melhorou?
Claudia Jimenez: Já adulta. Fui ter o primeiro namorado com 24 anos. Foi com quem transei a primeira vez. Mas só resolvi a rejeição quando entendi a relação dos homens com a estética. Comecei a ver que o problema não era meu e sim a educação que eles recebem. Para se sentir poderoso, o homem tem que ter uma popozuda do lado, mesmo que o tesão maior seja por outra. Tive um namoradinho que casou umas quatro vezes com mulheres magras, mas continuava me procurando para transar. Até hoje, se eu quisesse, ele estaria disponível.
Marie Claire: De que forma a obesidade atrapalhou a sua sexualidade?
Claudia Jimenez: Sexualmente, não tive problemas. Percebi que mesmo gordinha eu podia ser desejada, gostosa, encontrar homens que tivessem uma química bacana comigo. O duro era o relacionamento ir para a frente.
Marie Claire: Você se relaciona bem com seu corpo?
Claudia Jimenez: Mais ou menos. Gosto das minhas pernas. Não sei se porque fiz oito anos de sapateado, não tenho celulite nem flacidez. (…) Por mais que eu faça exercícios, tem coisa que cai. Tenho vontade de ir ao Pitanguy (Ivo Pitanguy, cirurgião plástico) fazer uma recauchutagem geral. Mas não sei se vou ter coragem de ir para um hospital por vontade própria.
Marie Claire: Você é vaidosa?
Claudia Jimenez: Sou. Gosto de jóias, perfumes, cremes. Sempre gostei de me vestir bem e agora mais. Acho que tenho que estar bonitinha porque estou em evidência. Mas não é fácil encontrar roupas legais do meu tamanho. Compro muita roupa fora do Brasil.
Marie Claire: Quando você se olha no espelho, o que vê?
Cláudia Jimenez: Depende da hora, né? Se for de manhã, vejo um monstro! Depois, vejo uma mulher forte, inteligente, madura. Uma mulher cada vez mais interessante. Estou com muito prestígio comigo mesma.
fonte: somosmulheresreais e Marie Claire
Nota: Adoro a Claudia Jimenez, além de ótima atriz, é super de bem com a vida e pega vários gatinhos.
Fica aqui o exemplo, ela nunca precisou ser magrinha pra viver bem a vida! Palmas pra ela!!!
Bjus
Sandra Ebener
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